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A terceira margem e as ruínas circulares, de João Seguro

Exposição de artes plásticas


Data: 17 de fevereiro de 2018, sábado
a 27 de maio de 2018, domingo
(Realização em datas interpoladas, consulte aqui)

Hora: 17:00

Datas


17 de fevereiro de 2018, sábado
18 de fevereiro de 2018, domingo
21 de fevereiro de 2018, quarta-feira
22 de fevereiro de 2018, quinta-feira
23 de fevereiro de 2018, sexta-feira
24 de fevereiro de 2018, sábado
25 de fevereiro de 2018, domingo
28 de fevereiro de 2018, quarta-feira
01 de março de 2018, quinta-feira
02 de março de 2018, sexta-feira
03 de março de 2018, sábado
04 de março de 2018, domingo
07 de março de 2018, quarta-feira
08 de março de 2018, quinta-feira
09 de março de 2018, sexta-feira
10 de março de 2018, sábado
11 de março de 2018, domingo
14 de março de 2018, quarta-feira
15 de março de 2018, quinta-feira
16 de março de 2018, sexta-feira
17 de março de 2018, sábado
18 de março de 2018, domingo
21 de março de 2018, quarta-feira
22 de março de 2018, quinta-feira
23 de março de 2018, sexta-feira
24 de março de 2018, sábado
25 de março de 2018, domingo
28 de março de 2018, quarta-feira
29 de março de 2018, quinta-feira
30 de março de 2018, sexta-feira
31 de março de 2018, sábado
01 de abril de 2018, domingo
04 de abril de 2018, quarta-feira
05 de abril de 2018, quinta-feira
06 de abril de 2018, sexta-feira
07 de abril de 2018, sábado
08 de abril de 2018, domingo
11 de abril de 2018, quarta-feira
12 de abril de 2018, quinta-feira
13 de abril de 2018, sexta-feira
14 de abril de 2018, sábado
15 de abril de 2018, domingo
18 de abril de 2018, quarta-feira
19 de abril de 2018, quinta-feira
20 de abril de 2018, sexta-feira
21 de abril de 2018, sábado
22 de abril de 2018, domingo
25 de abril de 2018, quarta-feira
26 de abril de 2018, quinta-feira
27 de abril de 2018, sexta-feira
28 de abril de 2018, sábado
29 de abril de 2018, domingo
02 de maio de 2018, quarta-feira
03 de maio de 2018, quinta-feira
04 de maio de 2018, sexta-feira
05 de maio de 2018, sábado
06 de maio de 2018, domingo
09 de maio de 2018, quarta-feira
10 de maio de 2018, quinta-feira
11 de maio de 2018, sexta-feira
12 de maio de 2018, sábado
13 de maio de 2018, domingo
16 de maio de 2018, quarta-feira
17 de maio de 2018, quinta-feira
18 de maio de 2018, sexta-feira
19 de maio de 2018, sábado
20 de maio de 2018, domingo
23 de maio de 2018, quarta-feira
24 de maio de 2018, quinta-feira
25 de maio de 2018, sexta-feira
26 de maio de 2018, sábado
27 de maio de 2018, domingo

Horário complementar: Quarta, quinta e sexta-feira > 11:00 às 13:00, 15:00 às 18:00 Sábado e domingo > 15:00 às 18:00 Encerra à segunda e terça-feira

Local: Vila Nova da Barquinha, Galeria do Parque

 

“João Seguro, em 2017, trabalhou algumas semanas nas Residências de Verão em Vila Nova da Barquinha. Deambulando pela vila e margens do rio em busca de objectos inesperados encontrou, no armazém do antigo INGA (Instituto Nacional de Investigação e Garantia Agrícola), o mais fecundo arquivo para realização do seu presente trabalho. A partir dele João Seguro criou um livro, que regista fotograficamente a sua viagem a esse mundo inacessível, e as peças de escultura-instalação que apresenta nesta exposição.
O referido armazém é um local em perda, um lugar de desperdício, desertificado de acção humana e onde os objectos se apresentam sem futuro. A tarefa do artista pode aqui assimilar-se à de uma campanha arqueológica: João Seguro sinaliza e recolhen dados sobre uma realidade (sociedade) desaparecida ou em vias de desaparecimento ou que se pode encenar como tal.
Tudo o que ali existe (carteiras, cadeiras, pranchas de construção civil, soalhos com marcações desportivas, mobiliário escolar, de escritório, desportivo, edições, …) integrou uma actividade social colectiva (ginásios, escolas, feiras, festas, campanhas cívicas, ...) extinta ou que prossegue de outra maneira, com outros materiais e outros objectos. Uma entropia evidente domina o conjunto: numas zonas, os materiais estão bem arrumados, noutras, são simplesmente atirados ao acaso; uns, estão em perfeitas condições de conservação, outros, em degradação acelerada.
Um questionamento económico, sociológico ou cultural interessar-se-ia pela origem e destino destes materiais. João Seguro, não esquece estas dimensões mas, no seu questionamento artístico, interessa-se antes por formas e volumes, materiais e objectos, padrões e texturas. E, através desse interesse, questiona uma realidade escondida do público, que podemos evocar como sendo uma “terceira margem” do real e que se oferece como uma “ruína circular”, no sentido de não ter nem princípio nem fim. Sem esconder as origens e os contextos em que tudo foi produzido, consumido, destruído e abandonado Guiado pelo amor das formas, pelo fascínio dos objectos, pelo (re)conhecimento e citação da história da arte o artista regista recolhe, reorganiza, reproduz, readapta e volta a apresentar-nos alguns desses materiais e objectos. O passado imediato contido naquele depósito arqueológico é-nos devolvido através de objectos dispersos, sem necessidade de integrar uma ficção coerente o que acentua a tarefa melancólica deste inquérito subjectivo.”

João Pinharanda
Paris, 4 de Fevereiro de 2018


João Seguro (n.) 1979, vive e trabalha em Lisboa.
Licenciado em Pintura pela F.B.A.U.L. em 2003, Mestrado em Artes-Plásticas pelo Chelsea College of Art & Design, da University of the Arts London, em Londres em 2004. Em 2005, foi nomeado vencedor do prémio BES Revelação, Banco Espírito Santo / Museu de Serralves, Porto, tendo realizado, em 2004, uma residência artística na Budapest Galéria, em Budapeste, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Entre as exposições em que tem participado, contam-se as exposições individuais Um dia de chuva, Appleton Square, Lisboa, 2013; Um dia não são dias/Once in a blue moon, Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural e Ciência, Lisboa, 2013; Sobrecapa/subtexto, Galeria 102-100, Castelo Branco, 2011; O desconhecido desconhecido na Marz-Galeria em 2010; Six degrees of Separation, Marz-Galeria em 2008 Out of the corner of the eye, Empty Cube, Lisboa em 2007, Project Room, Centro de Artes-Visuais, Coimbra em 2005 e 360º Avalanche, Lisboa 20 Arte Contemporânea, Lisboa (2005); e das colectivas O MAR: muitas marés, uma única vaga de descontentamento, BES Arte & Finança; Display: Objects, Buildings and Space, Palácio de Quintela, Lisboa, 2010; Quantos-queres, Marz-galeria em 2010; Uma mesa e três cadeiras, Edifício ETIC, , Lisboa; 11ème Festival International Bandits-Mages, Château d’eau – Chateau d’art, Bourges,Colectiva de Desenho, 102-100 Galeria de Arte, Castelo Branco em 2009; I Can’t go on, I’ll go on , Sala Bebé, Lisboa em 2008, Q&A, Centro Cultural Galego, Lisboa, Objecto: Simulacro, H. J. M., Lisboa; Space Oddity, LX Projects, Lisboa. Interzonas 06, Palácio de Sástago, Zaragoza em 2006, BES Revelação, Casa de Serralves, Porto em 2005.

A exposição é comissariada por João Pinharanda, no âmbito da parceria da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha com a Fundação EDP para a programação artística do Parque de Escultura Contemporânea Almourol (www.barquinhaearte.pt).

Preço: Grátis


Informações

Galeria do Parque
Edifício dos Paços do Concelho de Vila Nova da Barquinha Praça da República 2260-411 Vila Nova da Barquinha
249720358
galeria@cm-vnbarquinha.pt
Site >>
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